ÚLTIMO ESTUDO - 31/05/2020

A FALTA DE TRANSPARÊNCIA, A NÃO PRESTAÇÃO DE CONTAS PELA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA MONTEPIO GERAL (AMMG), O IMPACTO ENORME DA SITUAÇÃO DO BANCO MONTEPIO NA AMMG QUE NÃO PODE SER IGNORADO PELOS SUPERVISORES, A DESARTICULAÇÃO DESTES PODE CAUSAR GRAVE CRISE  -  9 horas atrás

UM PEDIDO A TODOS OS LEITORES QUE RECEBEM OU QUE QUEREM RECEBER SEMANALMENTE OS ESTUDOS QUE FAÇO

De acordo com a nova lei de protecção de dados que entrará em vigor no fim de Maio de 2018, só se poderá utilizar o endereço de e-mail, neste caso para enviar os meus estudos, se obtiver da parte do proprietário do endereço electrónico o seu consentimento expresso. Por isso, peço a todos os leitores que estejam interessados em receber os meus estudos que enviem uma mensagem para edr2@netcabo.pt dando o seu consentimento para utilizar o seu e-mail se tiverem interessados em receber semanalmente os estudos que faço. Se já está a receber os estudos indique esse facto na sua mensagem. Informo também que o seu e-mail será retirado/apagado logo que o desejar no futuro, bastando que o comunique. 

 

APRESENTAÇÃO SINTÉTICA E OBJECTIVOS DESTE "SITE" 

A maior parte da informação divulgada sobre a economia e a sociedade portuguesa nos media é dominada pelo pensamento neoliberal, porque é este que tem acesso privilegiado aos media. Este domínio é tão grande que atinge os próprios meios académicos podendo-se falar, com propriedade, de um pensamento económico único dominante. Quem esteja familiarizado com a ciência económica, sabe bem que a economia não está acima dos interesses de classe que se confrontam na sociedade, e o neoliberalismo defende os interesses do poder económico dominante nas sociedades capitalistas actuais. Nos estudos disponíveis neste “site” procura-se analisar  os problemas económicos e sociais numa perspectiva  diferente, que é a dos interesses dos trabalhadores. No entanto, não existe qualquer pretensão de substituir um pensamento único por outro, mas apenas o propósito de fornecer ao leitor uma outra forma de analisar os problemas económicos e sociais, para que ele, confrontando-a com a do pensamento neoliberal dominante nos media,  forme a sua própria opinião, que é o mais importante. A verdade só poderá surgir do confronto democrático de ideias e nunca da imposição de um pensamento único como se pretende actualmente.

Para facilitar a pesquisa do leitor agrupamos os estudos em duas grandes Áreas, e dentro destas por Temas, e dentro dos Temas estão os estudos por datas  (data da sua elaboração), pois os estudos são datados (se é associado do Montepio no fim dos Temas encontra ainda informações atualizadas sobre a situação no Montepio).

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Estudos disponíveis nas seguintes áreas:

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA OS ASSOCIADOS DO MONTEPIO

 Atualizada  em  31 de Dezembro de 2019

INFORMAÇÃO 7/2019 AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO SOBRE A ASSEMBLEIA DA ASSOCIADOS REALIZADA EM 30-12-2019

UM ALERTA AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO - se quiser receber informações sobre a situação do Montepio e das suas poupanças envie uma mensagem para edr2@netcabo.pt

É PRECISO A UNIDADE DE TODOS OS ASSOCIADOS, E EM PARTICULAR DOS TRABALHADORES, PARA SALVAR O MONTEPIO. É O APELO QUE FAÇO NESTE MOMENTO DÍFICIL PARA A ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA 


UMA ASSEMBLEIA DO MONTEPIO COM APENAS 130 ASSOCIADOS DOS 603.000 QUE TEM A ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA, UM PROGRAMA DE AÇÃO E ORÇAMENTO PARA 2020 QUE IGNORA OS MAIORES RISCOS, PROBLEMAS E DIFICULDADES QUE ENFRENTA O MONTEPIO, E UM CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DE CONTINUIDADE

Realizou no dia 30-12-2019 uma assembleia geral da Associação Mutualista, na Rua Áurea em Lisboa em que participaram apenas 130 associados (0,02%) dos 603.000 que tem atualmente o Montepio. Foi uma assembleia sem representatividade constituída fundamentalmente por “gestores mutualistas” ou seja, pelos trabalhadores que pertencem à Associação Mutualista e que estão dependentes do atual conselho de administração. Esta diminuta participação de associados era previsível quando ao se marcar uma assembleia precisamente para 30 Dezembro e quando não se fez nenhuma divulgação da assembleia aos associados (a Revista Montepio, que é paga pelos associados, e cujo custo é elevado, distribuída recentemente não traz nada sobre mutualismo e sobre a assembleia, o que mostra bem a forma como é tratado o mutualismo pelos atuais membro do conselho de administração). É ainda uma herança da cultura de marginalização e de falta de respeito pelos associados, que imperou no Montepio durante Tomás Correia, e que infelizmente ainda não foi eliminada.

Na assembleia tive a oportunidade de fazer um balanço objetivo da pesada herança de destruição levada a cabo pela administração de Tomás Correia e dos principais problemas que enfrenta atualmente o grupo Montepio, que o Programa de Ação e Orçamento para 2020 apresentado pela atual administração de continuidade ignora. É com base nessa intervenção que é feita esta informação aos associados do Montepio.

1. A SITUAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA NO FIM DE 2019 PODE-SE CARATERIZAR SINTÉTICAMENTE DA SEGUINTE FORMA:

• Uma perda liquida continuada de associados. Entre 2016 e 2019, o numero de associados diminuiu em todos anos, incluindo em 2019, passando neste período passou de 632.447 para 603.000 (- 29.447). Em 2019 reduziu-se em 7.000. O objetivo para 2020 é aumentar de 603.000 para 615.000;

• Entre 2016 e 2019, a Margem associativa acumulada foi negativa num total de -644,2 milhões €; portanto o levantamento de poupanças pelos associados foi superior às entradas de poupanças  em 644,2 milhões €. De Jan/Ag.2019 a Margem associativa foi positiva em apenas em 336 mil €. A estimativa do atual conselho de administração é que termine 2019 com uma Margem positiva de  cerca de 43 milhões € (há ainda que confirmar com a publicação das Contas de 2019). O objetivo para 2020 é de 60 milhões € (só no fim de 2020 é que saberemos se este objetivo foi atingido);

• Entre 2016 e 2019, a Liquidez imediata da Associação Mutualista (depósitos em bancos + títulos que podem ser imediatamente resgatados), que pode ser utilizada de uma forma imediata para reembolsar as poupanças dos associados, diminuiu de 1.510 milhões € para apenas 541€, portanto reduziu para cerca de 1/3; 

• Entre 2016 e 2019, os prejuízos acumulados da Associação Mutualista somaram -209,8 milhões €

• No fim de 2019, a Situação Líquida da Associação mutualista era de  +742 milhões €, ou seja o valor do seu ATIVO (o que possui e tem a haver) é superior ao do seu PASSIVO (o que deve e tem a pagar) em 742 milhões €. Mas se deduzirmos os “Ativos por impostos diferidos” que, contrariamente ao que procurou fazer crer o novo presidente da Associação Mutualista Dr. Virgílio Lima, não são verdadeiros ativos pois com eles não se pode reembolsar os associados das suas poupanças, e que somam 834 milhões €; repetindo, se deduzirmos  àqueles 742 milhões €, estes 834 milhões €, obtemos um resultado negativo de -92 milhões €, e conclui-se que o PASSIVO  da Associação Mutualista (o que ela deve) é superior ao ATIVO (o que ela possui ) em 92 milhões €. Se a Associação Mutualista fosse um empresas diria que ela estava tecnicamente falida.

• Isto dá uma ideia clara da enorme destruição de valor levada a cabo pelas administrações de Tomás Correia, da pesada herança que ela deixou, da dimensão dos problemas que enfrenta a Associação Mutualista, e da necessidade de um Programa de Ação de emergência para recuperar o enorme valor destruído e também para recuperar a confiança dos associados.

• O Programa de Ação e Orçamento para 2020 (PAO-2020) apresentado pelo atual conselho de administração ignora toda pesada herança deixada pela administração de Tomás Correia e os riscos e dificuldades que dela resultam, é como eles não existissem, sendo um mero PAO-2020 de continuidade como tudo estivesse bem.

2. NO ENTANTO, DA RECUPERAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA DEPENDE NÃO SÓ DELA MAS FUNDAMENTALMENTE DA SITUAÇÃO DAS EMPRESAS, NOMEADAMENTE DAS PRINCIPAIS QUE SÃO O BANCO MONTEPIO (ex-CEMG) E LUSITÂNIA SA. E ISTO PORQUE CERCA DE 2/3 (2084 milhões €) DAS POUPANÇAS DOS ASSOCIADOS ESTÃO INVESTIDOS EM EMPRESAS QUE NÃO GERAM VALOR SUFICIENTE QUER PARA GARANTIR O REEMBOLSO DESSAS POUPANÇAS QUER PARA TRANSFERIR EXCEDENTES COM OS QUAIS POSSA REMUNERAR OS ASSOCIADOS PELAS SUAS POUPANÇAS. ESTE É UMA CONSEQUÊNCIA DOS MAUS INVESTIMENTOS DAS ADMINISTRAÇÕES DE TOMÁS CORREIA E UM DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS QUE ENFRENTA O MONTEPIO, E QUE É IGNORADO NO PAO-2020 DA ATUAL ADMINISTRAÇÃO DE CONTINUIDADE


3. A SITUAÇÃO DO BANCO MONTEPIO/CEMG, QUE HÁ VÁRIOS ANOS NÃO TRANSFERE QUAISQUER DIVIDENDOS PARA A ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA (muito pelo contrário, ela tem sido obrigada a recapitalizá-lo com as poupanças dos associados) PODE-SE CARATERIZAR SINTETICAMENTE  DA SEGUINTE FORMA:

• Entre 2011 e Set.2019, o Banco Montepio teve de abater ao Ativo (write-offs) 1.812 milhões€ de créditos concedidos, muitos deles sem qualquer analise de risco pela administração de Tomás Correia, que se consideraram totalmente perdidos  que o deixou muito fragilizado o banco  com consequências na sua situação atual, dificultando a sua recuperação;

• Entre 2011 e Set.2019, os prejuízos acumulados do Banco Montepio somaram -723,7 milhões€ o que causou uma grande de lapidação das poupanças dos associados que estavam nele investidas;

• Entre 2011 e Set.2019 a Associação mutualista teve de recapitalizar a Caixa Económica/Banco Montepio com as poupanças dos associados em 1.770 milhões €. Tomas Correia tinha o descaramento de dizer que a Caixa Económica, contrariamente ao que aconteceu com os outros bancos, não precisou da ajuda do Estado, mas porque ele utilizou em larga escala as poupanças dos associados para cobrir os enormes prejuízos resultantes da sua gestão;

• Em Set.2019, o rácio liquidez (LCR) atingia 183%, muito superior ao exigido pelo BP (100%) , embora signifique confiança dos clientes no banco,  ele também revela que o banco tem liquidez em excesso que não consegue aplicar por não conceder crédito;

Entre 2017 e Set.2019  verificou-se verificado uma redução significativa nos Capitais Próprios do Banco Montepio que pode obrigar brevemente a mais uma recapitalização. Efetivamente, entre 2017 e Set.2019, com o atual conselho de administração, os Capitais Próprios do Banco Montepio diminuiram de 1.763 milhões € para apenas 1.523 milhões €, ou seja, sofreram uma redução de 240 milhões €, o que pode obrigar a injeções de capital em 2020 que a Associação Mutualista mão tem capacidade para fazer. E uma parte daquela diferença ( as imparidades calculadas com base na IFRS9) irá determinar reduções nos capitais com base nos quais são calculados os rácios de capital o que causará uma redução destes;  e outra parcela (as diferenças cambiais) ainda terá de passar pela conta de resultados o que determinará elevados prejuízos.  Tudo isto afetará os reduzidos capitais próprios do banco e poderá obrigar a entrada de mais capital, o que será um grande problema para a Associação Mutualista, o que é ignorado no PAO-2020 do atual conselho de administração 

CONTABILISTICAMENTE O BANCO MONTEPIO VALE 1.523 MILHÕES €, QUE CORRESPONDE AO VALOR DA SUA SITUAÇÃO LIQUIDA, MAS NAS CONTAS DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA APARECE COM O VALOR DE 1.878 MILHÕES €, PORTANTO NAS CONTAS DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA ESTÁ SOBRE-AVALIADO EM 355 MILHÕES €, o que a torna a situação da Associação Mutualista ainda mais difícil. E o argumento utilizado pelo atual presidente da Associação Mutualista de que o Plano de Negócios do Banco Montepio assegura a recuperação daquela diferença não tem aderência à realidade porque a atual administração do Banco Montepio não está a conseguir cumprir  o Plano de Negócios. É mais uma previsão falhada

• O maior e mais grave problema que enfrenta atualmente o Banco Montepio é a redução do negócio bancário mesmo em 2019. O credito liquido diminui entre 2017 e Set.2019 com a atual administração  em 1.483 milhões € , sendo 500 milhões € nos primeiros 9 meses de 2019. O novo crédito conseguido não tem sido suficiente para compensar o credito abatido ao Ativo, o crédito vendido, mais o crédito liquidado e o amortizado. E o crédito é negócio “core” do banco, se não aumentar o banco não consegue recuperar os enormes prejuízos causados pela gestão ruinosa da administração de Tomás Correia;

• Em 2017, o Caixa Económica por cada 100€ de depósitos concedia 103,7€ de crédito e, em Set.2019 o Banco Montepio por cada 100€ de depósitos concedia apenas 91,8€ de crédito, o que revela bem a redução do negócio bancário;

EM CONCLUSÃO,   NÃO SE CONSEGUE RECUPERAR A ENORME DESTRUIÇÃO DE VALOR QUE SOFREU A CAIXA ECONÓMICA/BANCO MONTEPIO DEVIDO À GESTÃO DE TOMÁS CORREIA  SEM AUMENTAR SIGNIFICATIVAMENTE O NEGÓCIO BANCÁRIO E , DENTRO DESTE , O CREDITO . E enquanto isso não acontecer o Banco Montepio, nem a  Associação Mutualista recuperarão porque a situação desta dependente daquele.

• Para agravar toda esta situação, o Banco Montepio tem problemas a nível de governo. No seu Conselho de administração poucos membros têm experiência de banca de retalho, e mesmo aqueles que têm é reduzida ou longínqua, e nenhum tem experiência de rede comercial o que está ter consequências graves na falta de dinamização desta e na recuperação do banco. No lugar de escolher quadros experientes e qualificados do grupo Montepio, a administração de Tomás Correia preferiu  recrutar pessoas sem qualquer experiência de banca comercial para administradores do Banco Montepio, o que está a tornar muito mais difícil a sua recuperação, como os dados anteriores provam. É uma pesada herança também deixada por Tomás Correia que um conselho de administração da Associação Mutualista terá de resolver.

Embora a resolução das grandes dificuldades de recuperação que se verificam no Banco Montepio seja essencial para a recuperação da Associação Mutualista, no entanto o Programa de Ação e Orçamento para 2020 (PAO-2010) apresentado pela atual administração da Associação Mutualista, que é um mero programa de continuidade, não contém qualquer referencia à situação do Banco Montepio nem quaisquer medidas para os resolver os problemas existentes. Por ex., se o Banco Montepio for obrigado pelo Banco Portugal a fazer um aumento de capital o que fará a administração da Associação Mutualista, como acionista dominante (detém mais de 98% do capital) como resolverá o problema? Utilizará de novo as poupanças dos associados ou permitirá a entrada de uma acionista privado? O PAO-2020 foi elaborado como não existissem problemas, não pensando atempadamente como resolvê-los. É um meter a cabeça debaixo da areia esperando que os problemas se resolvam por si, o que não vai acontecer.


4. A OUTRA EMPRESA QUE TEM UM IMPACTO GRANDE NA SITUAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA É A LUSITÂNIA SA (não vida). A SUA SITUAÇÃO ATUAL PODE-SE CARATERIZAR SINTETICAMENTE DA SEGUINTE FORMA:

• Até 2018, a LUSITÂNIA SA acumulou 118,9 milhões € de prejuízos e obrigou o grupo Montepio a recapitalizá-la com 141,16 milhões € (instrumentos de capital);

• Tudo um consequência da má gestão de Fernando Nogueira, nomeado presidente por Tomás Correia tendo sido afastado pela ASF (supervisor) por falta de idoneidade (a Lusitânia foi condenada por pertencer ao cartel dos seguros sofreu uma coima de 20 milhões € pela Autoridade da Concorrência Isto a juntar à coima que foi aplicado ao Banco Montepio. É inaceitável que tudo isto tenha acontecido num grupo mutualista, o que só desacreditou  não só o Montepio mas também o mutualismo em Portugal . Tal é também uma pesada herança que afetou profundamente a reputação do Montepio deixada por Tomás Correia.

• Esperemos que a nova CEO, a Dra. Manuela Rodrigues, que já deu provas na Lusitânia vida de ser boa gestora, consiga inverter a situação mas a sua missão é muito difícil e pesada.

5. Em resumo, o Programa de Ação e Orçamento para 2020 (PAO-2020) apresentada pelo atual conselho de administração da Associação Mutualista não responde minimamente aos grandes desafios e dificuldades que enfrenta o grupo Montepio. Ignora os riscos existentes. É um PAO-2020 insuficiente e de continuidade igual aos muitos outros apresentados pela administração de Tomás Correia. O PAO-2020 é a continuidade do de 2019 e dos anteriores, onde os riscos e dificuldade foram ignorados e depois não foram minimamente cumpridos

6. QUERO TERMINAR DIZENDO O SEGUINTE: OS PROBLEMAS QUE ENFRENTA ATUALMENTE O GRUPO MONTEPIO SÃO DE TAL DIMENSÃO QUE SÓ É POSSÍVEL COMEÇAR A RESOLVÊ-LOS COM UMA ADMINISTRAÇÃO DE UNIDADE ALARGADA, POIS SÓ ASSIM É QUE SERÁ POSSIVEL RECUPERAR DE NOVO A CONFIANÇA DOS ASSOCIADOS, QUE OLHE PARA O FUTURO, E NÃO FIQUE AGARRADA AS DIVISÕES DO PASSADO. NÃO PODE SER UMA ADMINISTRAÇÃO DE CONTINUIDADE COMO É A ATUAL ADMINISTRAÇÃO. ENQUANTO ISSO NÃO FOR COMPREENDIDO OS PROBLEMAS DO GRUPO MONTEPIO MANTER-SE-ÃO OU TENDERÃO MESMO A AGRAVAR-SE. QUE NINGUÉM SE ESQUEÇA DISSO. É BOM NÃO TER  NEM ALIMENTAR ILUSÕES.

NOTA FINAL: É importante ainda referir que a assembleia de associados do Montepio realizada em 30-12-2019, em que não participaram nem Tomás Correia nem o padre Melícias, apesar das discordâncias que se revelaram ao longo dela, no entanto ela funcionou sem os comportamentos de agressividade que caraterizaram as assembleias com Tomás Correia. O atual presidente. Dr. Virgílio Lima,  procurou responder sem agressividade às questões levantadas, embora algumas das respostas não fossem tecnicamente corretas como aconteceu com as suas explicações relativas aos “Ativos por impostos diferidos”, que os confundiu como créditos fiscais a serem pagos pela administração fiscal, revelando que não domina tecnicamente esta matéria, pois a maior deles (creca de 620 milhões €) serão anulados à medida que forem feitos os reembolsos das poupanças dos associados; e a outra parte (cerca de 220 milhões € serão abatidos ao IRC mas só no caso de Associação Mutualista tiver enormes lucros o que certamente nunca acontecerá) . No entanto a maneira concordata como tentou responder foi positiva e talvez possa ser um indicador de novos comportamentos no grupo Montepio. Só futuro o poderá dizer

      Eugénio Rosa – associado do Montepio e candidato a presidente do conselho fiscal daAssociação Mutualista nas ultimas eleições - edr2@netcabo.pt – 30-12-2019 


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