ÚLTIMO ESTUDO - 22/04/2017

O PROGRAMA DE ESTABILIDADE 2017-2021 ASSENTA NUM CRESCIMENTO ECONÓMICO REDUZIDO E NA CONTINUAÇÃO DO CONGELAMENTO DOS SALÁRIOS DA FUNÇÃO PÚBLICA -  4 dias atrás

APRESENTAÇÃO SINTÉTICA E OBJECTIVOS DESTE "SITE" 

A maior parte da informação divulgada sobre a economia e a sociedade portuguesa nos media é dominada pelo pensamento neoliberal, porque é este que tem acesso privilegiado aos media. Este domínio é tão grande que atinge os próprios meios académicos podendo-se falar, com propriedade, de um pensamento económico único dominante. Quem esteja familiarizado com a ciência económica, sabe bem que a economia não está acima dos interesses de classe que se confrontam na sociedade, e o neoliberalismo defende os interesses do poder económico dominante nas sociedades capitalistas actuais. Nos estudos disponíveis neste “site” procura-se analisar  os problemas económicos e sociais numa perspectiva  diferente, que é a dos interesses dos trabalhadores. No entanto, não existe qualquer pretensão de substituir um pensamento único por outro, mas apenas o propósito de fornecer ao leitor uma outra forma de analisar os problemas económicos e sociais, para que ele, confrontando-a com a do pensamento neoliberal dominante nos media,  forme a sua própria opinião, que é o mais importante. A verdade só poderá surgir do confronto democrático de ideias e nunca da imposição de um pensamento único como se pretende actualmente.

Para facilitar a pesquisa do leitor agrupamos os estudos em duas grandes Áreas, e dentro destas por Temas, e dentro dos Temas estão os estudos por datas  (data da sua elaboração), pois os estudos são datados (se é associado do Montepio no fim dos Temas encontra ainda informações atualizadas sobre a situação no Montepio).

ATENÇÃO: Se quiser ser avisado através do seu telemóvel quando sair um novo estudo ou uma nova informação aos associados do Montepio, e ter acesso fácil a ela e aos outros estudos que estão no "site" www.eugeniorosa.com pelo telemóvel, descarregue no seu telemóvel a APP que está neste site, à esquerda por debaixo da fotografia e, no telemóvel, no fim da página de acesso ao site. Para isso, ligue-se através do telemóvel a este "site"- www.eugeniorosa.com - e faça o seguinte:
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CRITICA - Económica e Social é uma revista onde estão também disponiveis estudos em http://www.criticaeconomica.net/

Estudos disponíveis nas seguintes áreas:

NOVO LIVRO

CONVITE PARA ESTAR PRESENTE NA SESSÃO DE LANÇAMENTO 

EM 15 DE DEZEMBRO, 18 HORAS, NO AUDITÓRIO DO MONTEPIO, RUA DO OURO -LISBOA

Perante à avalancha de estudos ditos "técnicos" que procuram fazer passar a ideia junto da opinião pública de que os sistemas públicos de segurança social são insustentáveis, este é um estudo que vai na direção contrária. Ele mostra que existem soluções técnicas exequiveis que permitem garantir, por um lado, a sustentabilidade dos sistemas públicos de segurança social e, por outro lado, os direitos dos atuais e futuros pensionistas. O problema é que essas soluções vão contra os grandes interesses instalados que dominam a economia e a politica em Portugal. Espero que este possa ser útil a todos aqueles que estão interessados em defender os sistemas públicos de segurança social (Segurança Social e CGA). 

 

LIVRO ANTERIOR

OS NÚMEROS DA DESIGUALDADE EM PORTUGAL
Os ricos cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais numerosos e mais pobres Em Portugal, os 10% mais ricos detêm 58,5% da riqueza do país. A taxa de risco de pobreza aumentou, em 2013, para 24,8%, o que corresponde já a 2.585.970 portugueses. As desigualdades estão a crescer, os obstáculos ao desenvolvimento a aumentar, e a situação social cada vez mais insustentável. Se tal caminho não for rapidamente invertido, estaremos a viver o prelúdio de graves convulsões sociais futuras.

EM OUTUBRO E NOVEMBRO DE 2015 IREMOS PARTICIPAR EM DEBATES SOBRE O TEMA DESTE LIVRO- AS DESIGUALDADES EM PORTUGAL: causas e consequências  - EM OUTRAS  CIDADES PARA ALÉM DE LISBOA. BREVEMENTE DIVULGAREMOS O CALENDÁRIO DOS DEBATES. Se os leitores/amigos quiserem dar sugestões podem fazer  para edr2@netcabo.pt

O livro analisa as desigualdades em Portugal em 27 áreas, utilizando os dados estatísticos mais recentes, a maioria oficiais, permitindo a reflexão e o debate fundamentado. ESTÁ DISPONÍVEL NAS LIVRARIAS (FNAC, BERTRAND, BARATA,etc.)

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA OS ASSOCIADOS DO MONTEPIO

 Atualizada em 31-3-2017

ASSEMBLEIA GERAL (Ordinária) DO MONTEPIO GERAL-ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA REALIZADA NO COLISEU EM LISBOA NO DIA 30-3-2017

                                          Estiveram presentes 1.418 associados 

INTERVENÇÃO FEITA POR EUGÉNIO ROSA NA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

O Montepio enfrenta uma situação difícil. É necessário haver muita serenidade mas é também muito necessário falar com verdade aos associados. A cortina de mentiras que a administração tem envolvido a gestão do Montepio tem que ser afastada para se poder ficar a conhecer a verdadeira situação, pois só assim é que poderemos, em conjunto, resolver os problemas que enfrentamos.

Desde 2012, tenho alertado os associados para os atos de má gestão. Muitos, na altura, não acreditaram nos meus alertas, mas as  consequências estão agora à vista para todos.

Tomás Correia tem procurado desvalorizar a importância das contas consolidadas com o objetivo de assim ocultar aos associados as consequências da sua gestão desastrosa. Chegou mesmo a recusar cumprir a lei que o obrigava a publicá-las durante mais de um ano, perante a passividade do supervisor que nada fez. E as contas consolidadas são fundamentais para os associados  conhecerem a verdadeira situação do Montepio. Num grupo, como é o Montepio, com mais de 20 empresas, é fácil, tal como sucedeu, no BES/GES, fazer aparecer lucros numa empresa à custa de prejuízos em outras empresas. Só através da conta consolidada da MG- Associação Mutualista, como entidade-mãe, é que são anuladas estas transações entre as empresas do mesmo grupo e então a verdadeira situação da Associação Mutualista torna-se clara e compreensivel para todos os associados.


A SITUAÇÃO DA CAIXA ECONÓMICA- MONTEPIO GERAL DURANTE O TEMPO DA ADMINISTRAÇÃO DE TOMÁS CORREIA SEGUNDO DADOS 
DOS RELATÓRIOS E                                                             CONTAS

A empresa (ativo) mais importantes do grupo Montepio, onde está a  maior parte dos fundos da Associação Mutualista e das poupanças dos associados (mais de 80%), é a Caixa Económica por isso a sua recuperação é fundamental para todos os associados, daí também o meu grande empenhamento em defendê-la e a apoiar a sua recuperação da má gestão de Tomás Correia pois ela constitui a principal fonte futura de excedentes para a Associação Mutualista poder dar mais benefícios aos associados.

Em 2011, a Associação Mutualista lançou uma OPA sobre o FINIBANCO tendo pago 341 milhões €, montante esse que depois  se revelou ser bastante superior ao seu verdadeiro valor. Eu votei contra esta aquisição. Em 2012, a Associação Mutualista recapitalizou a Caixa Económica com 450 milhões €, e esta “comprou” depois o FINIBANCO à Associação Mutualista.

Esta absorção do FINIBANCO pela Caixa Económica- Montepio,  associada à gestão desastrosa da administração de Tomás Correia, querendo-a transformar num banco de empresas, e nomeadamente de grandes empresas, e ainda por cima em período de crise económica e de intervenção da “troika”, foi desastrosa para o Montepio.

Entre 2012 e 2015, com a administração de Tomás Correia segundo os Relatórios e Contas 

1-A Caixa Económica registou 1.253 milhões € de imparidades pelo mau credito concedido, sendo as imparidades totais atingido 1600 milhões € se incluirmos os outros ativos;

2-A Caixa Económica abateu (teve de abater) ao ativo do seu Balanço 1.074 milhões € de credito por se ter concluído que não seria recebido; 

3-A Caixa Económica acumulou, neste período, 718 milhões € de prejuízos.

Para cobrir esta enorme destruição de valor, a Associação Mutualista teve de recapitalizar a Caixa Económica com 720 milhões €, para além dos 450 milhões € que teve também de entrar para a compra do FINIBANCO.

Como consequência desta gestão, o Banco de Portugal obrigou a transformação da Caixa Económica numa Sociedade Anonima (SA) o que abre a porta à sua privatização futura. De tudo isto a administração de Tomás Correia é responsável e a ele devem ser pedidas responsabilidades. É necessário que a culpa não morra solteira.


No fim 2015, a administração de Tomás Correia responsável por este ciclo de prejuízos foi afastada da Caixa Económica e substituída por um novo conselho de administração, e por um conselho de supervisão que fiscaliza efetivamente o conselho de administração, o que não acontecia com o anterior onde a maioria era submissa a Tomás Correia e não era competente, daí também a razão (não a única)   dos elevados prejuízos. 

Com a entrada em funções de uma nova administração e de um novo conselho de supervisão, a estratégia da Caixa Económica-Montepio Geral foi alterada, voltando ao seu ADN original
(banco de credito à habitação, às famílias, às PME´s e às instituições da área social, e não às empresas e, nomeadamente, às grandes empresas como pretendia a administração de Tomás Correia). 

Em 2016, como consequência desta nova estratégia, os prejuízos da Caixa Económica já foram cerca de 1/3 dos verificados em 2015, último ano da administração de Tomás Correia, e prevê-se que, em 2017, apresente já resultados positivos.

Esta inversão na politica de gestão da Caixa Económica, portanto para uma gestão mais cautelosa e prudente, associada à segurança do Fundo de Garantia de Depósitos que, à semelhança do que acontece com qualquer banco, também se aplica à Caixa Económica, é que pode garantir segurança aos associados e clientes,

A SITUAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA COM A ADMINISTRAÇÃO DE TOMÁS        CORREIA SEGUNDO DADOS DOS RELATÓRIOS E CONTAS CONSOLIDADAS

Com a administração de Tomás Correia a Associação Mutualista apresentou os seguintes resultados nos ultimos anos:

1- Nos três últimos anos (2013 -2015), que já foram divulgadas contas consolidadas (faltam as de 2016), a Associação Mutualista acumulou 754 milhões € de prejuízos.

2- Entre 2012 e 2015, os Capitais Próprios Totais, que é a diferença entre o ATIVO e o PASSIVO, da Associação Mutualista, diminuíram de 883,7 milhões € para apenas 29,9 milhões €, ou seja, perdeu-se 853,8 milhões €, o que é preocupante. 

3- Se limitarmos a análise aquilo que apenas pertence à Associação Mutualista, a redução dos Capitais Próprios, no mesmo período, foi de 870,8 milhões € positivos para 107,5 milhões € negativos como informou a KPMG, que é a empresa auditora, o que é ainda mais preocupante

Contrariamente ao que afirmou alguma comunicação social a Associação Mutualista não estava falida no fim de 2015, pois nessa data o seu Ativo era ainda superior ao seu Passivo em 29,9 milhões €, o que estava era muito debilitada, 

Quem sofreu com a má gestão de Tomás Correia foram os trabalhadores do Montepio que têm as suas remunerações congeladas desde 2010 e que continuam, que viram a sua idade de acesso à reforma aumentada, o regime de IHT alterado, etc., mas, apesar disso, aceite pelos sindicatos dos trabalhadores bancários; e os associados cujas poupanças têm tido rentabilidades irrisórias. É importante que os trabalhadores e os associados não se esqueçam que tudo isto é também uma consequência da gestão de de Tomás Correia. No entanto, é preciso dizer também dizer que o atual conselho de administração não está a revelar sensibilidade para a situação dos trabalhadores, o que é necessário rapidamente corrigir, pois os trabalhadores têm os salários congelados desde 2010 que foram já muito corroidos pelo aumento aumentos de impostos e pela inflação.

É PRECISO QUE A ADMINISTRAÇÃO DE TOMÁS CORREIA SEJA AFASTADA DO                                                             MONTEPIO GERAL - ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA

Muitos associados têm-me perguntado se é possível recuperar a Associação Mutualista da enorme destruição de valor que sofreu e que provamos anteriormente? A minha resposta é afirmativa, mas a administração de Tomás Correia deve sair. 

O atual presidente da Associação Mutualista , pela destruição de valor e de confiança que já causou ao Montepio, pela sua cegueira e falta de competência que já deu provas, e pelo facto de ser arguido em vários processos, NÃO É A PESSOA CAPAZ E ADEQUADA PARA INSPIRAR CONFIANÇA AOS ASSOCIADOS E PARA RECUPERAR O MONTEPIO.

Penso que seria um ato de dignidade da sua parte, ele próprio se demitir, e afastar -se do Montepio para poupar a este um maior desgaste e destruição de valor e confiança.

A QUESTÃO QUE COLOCO AOS ASSOCIADOS PARA REFLEXÃO É ESTA: Deve continuar como presidente do Montepio Geral- Associação Mutualista uma pessoa que tem já 4 processos levantados pelas autoridades, sendo UM deles por não ter acautelado devidamente os interesses da Caixa Económica e, consequentemente, dos associados, concedendo um elevado empréstimo ao BES/GES quando já era conhecida a sua situação e OUTRO, como os jornais noticiaram novamente hoje, e transcrevendo o que foi escrito “um processo em que é suspeito de receber indevidamente 1,5 milhões de euros do empresário da construção civil José Guilherme” .

CABE AOS ASSOCIADOS, AOS SUPERVISORES E AO GOVERNO DECIDIREM. Mas o que é importante é que ninguém no futuro, incluindo supervisores, possa dizer que não sabia e que não foi alertado atempadamente. O Montepio está também nas mãos dos associados. É minha convicção que a tutela
(Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social) tem poderes, nos termos dos artº 111 e 114 do mesmo Decreto Lei 72/90 (Código das Associações Mutualistas), para a obter o afastamento de Tomás Correia

Eugénio Rosa – economista e candidato a presidente da Associação Mutualista pela Lista C nas ultimas eleições do Montepio

NOTA IMPORTANTE: Se quiser receber informação sobre o Montepio ou ajudar a MUDANÇA no MONTEPIO, que é urgente e necessária para defesa do mutualismo e da segurança das poupanças dos associados envie um e.mail para eugeniorosa@zonmail.pt